Sustentabilidade como estratégia para a promoção do turismo brasileiro: como a NATIVA conduziu a construção do Relatório de Sustentabilidade da Embratur
2026

Embratur lança seu segundo Relatório de Sustentabilidade, construção guiada pela NATIVA
Na NATIVA, acreditamos que um relatório de sustentabilidade é o resultado de um processo estratégico de gestão, e não apenas um documento de prestação de contas. Foi com essa visão que conduzimos, em parceria com a Embratur, a elaboração do segundo Relatório de Sustentabilidade da Agência, estruturado com base nos standards da Global Reporting Initiative (GRI), e alinhado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ao Plano Estratégico da Embratur.
Lançando seu segundo Relatório de Sustentabilidade, a Embratur consolida mais um passo na integração da sustentabilidade à sua estratégia institucional. O trabalho teve como objetivo fortalecer uma cultura de gestão baseada em dados, transparência e melhoria contínua, alinhando sustentabilidade, inovação e desenvolvimento do turismo internacional brasileiro.
Muito além do relatório: construir uma visão estratégica
Um relatório de sustentabilidade é apenas a etapa final de um processo muito maior.
Antes da redação do documento, foi necessário compreender como a atuação da Embratur gera impactos econômicos, ambientais e sociais ao longo de toda a cadeia do turismo. Esse processo envolveu o mapeamento dos principais impactos da Agência, a definição dos temas prioritários e a construção de uma governança para coleta de informações distribuída entre diversas áreas da instituição.
Todo o trabalho foi estruturado com base nas diretrizes dos Standards GRI, principal referência internacional para relatórios de sustentabilidade, garantindo consistência metodológica, comparabilidade e alinhamento às melhores práticas de reporte.
Ao mesmo tempo, o processo foi adaptado à realidade da Embratur e conectado ao seu Plano Estratégico 2024–2027, que posiciona a sustentabilidade como um dos valores centrais da organização, e ao Plano Brasis, que orienta a missão da Embratur de promover o Brasil como um destino turístico autêntico e sustentável.
Uma nova matriz de materialidade
Um dos principais marcos do projeto foi a revisão completa da análise de materialidade.
A metodologia adotada pela NATIVA partiu dos novos requisitos da GRI 2021, que colocam os impactos da organização no centro da definição dos temas materiais. O trabalho combinou benchmarking setorial, avaliação técnica dos impactos, alinhamento estratégico e escuta ativa das partes interessadas.
Ao longo do processo foram mapeados aproximadamente 155 stakeholders, distribuídos entre governo, trade turístico, parceiros institucionais, órgãos reguladores, fornecedores, instituições financeiras, mídia e outros públicos estratégicos. A pesquisa de materialidade contou com a participação de cerca de 60 respondentes, entre lideranças internas e stakeholders externos.
Como resultado, foram definidos dez temas materiais que passam a orientar a estratégia ESG e o reporte da Embratur:
- Governança, ética e transparência;
- Ação climática e mobilidade sustentável;
- Biodiversidade, conservação e regeneração;
- Economia circular e gestão de recursos naturais;
- Regeneração territorial e impactos nas comunidades;
- Diversidade, inclusão e prevenção à discriminação;
- Preservação cultural e autenticidade;
- Cadeia de fornecimento ética e sustentável;
- Desempenho econômico nacional e atração de investimentos;
- Inovação, inteligência de dados e transformação digital.
Um processo construído por toda a organização
Outro diferencial do projeto foi o forte engajamento interno. A construção do relatório envolveu todas as gerências da Embratur em um processo estruturado de coleta de dados qualitativos e quantitativos. Além da consolidação dos indicadores GRI, o trabalho buscou transformar informações técnicas em uma narrativa consistente sobre a estratégia institucional da Agência.
Esse modelo colaborativo fortalece a governança e a cultura interna, integrando a sustentabilidade a todas as atividades da Agência, e ampliando a capacidade da organização de monitorar seus resultados de forma contínua, criando bases para uma evolução permanente do reporte.
Sustentabilidade como estratégia para fortalecer o turismo brasileiro
A experiência da Embratur demonstra como organizações públicas podem utilizar o relato de sustentabilidade como uma ferramenta de gestão, e não apenas de prestação de contas.
Ao integrar governança, inovação, clima, desenvolvimento territorial e competitividade em uma mesma estratégia, a Embratur reforça seu papel na promoção internacional do Brasil e contribui para posicionar o país como um destino preparado para responder aos desafios globais do turismo.
Para a NATIVA, participar dessa construção representa muito mais do que elaborar um relatório: significa apoiar organizações na criação de modelos de gestão capazes de gerar impacto positivo e fortalecer a transição para uma economia mais regenerativa.
Esse trabalho também reforça nossa experiência no desenvolvimento de estratégias ESG para organizações ligadas ao turismo, hotelaria, eventos e gastronomia, setores nos quais sustentabilidade e competitividade caminham cada vez mais lado a lado.








