Pesquisa Nacional sobre Sociedades de Benefício 2026: desempenho econômico, emprego e apoio às famílias italianas por parte das SB.
2026

Apresentada a Pesquisa Nacional sobre Sociedades de Benefício na Itália em 2026
Em 18 de março de 2026, foram apresentados os novos resultados da Pesquisa Nacional sobre Sociedades de Benefício 2026, realizada pela NATIVA, o Departamento de Pesquisa do Intesa Sanpaolo, pela InfoCamere, pela Universidade de Pádua, pela Câmara de Comércio de Brindisi-Taranto e pela Assobenefit, que desde 2024 estuda o fenômeno das Sociedades de Benefício e sua difusão na Itália.
A publicação atualiza a análise dimensional e de rentabilidade das Sociedades de Benefício, confirmando os fatores que caracterizam esse ecossistema de empresas: as SB crescem mais do que as outras empresas, contratam mais, investem mais em inovação e distribuem mais valor às pessoas e às famílias. Seguem abaixo os principais resultados apresentados.
Principais resultados da Pesquisa Nacional sobre Sociedades de Benefício 2026:
- Crescimento econômico maior em relação às empresas tradicionais: faturamento +14,6% no período 2022–2024 (não-benefício +5,3%).
- Para as Sociedades de Benefício, maiores investimentos em inovação, internacionalização e atenção à sustentabilidade.
- Salários mais altos e maior redistribuição de valor: cerca de 3.000 euros a mais por colaborador (em termos medianos), contribuindo para o poder de compra das famílias.
- Entre 2022 e 2024, o emprego cresceu em mais de 6 em cada 10 Sociedades de Benefício (15 pontos percentuais a mais do que nas não-benefício).
- Conselhos mais inclusivos e jovens: Sociedades de Benefício com pelo menos um membro com menos de 40 anos são mais dinâmicas, contratam mais e pagam melhor. Em uma a cada quatro, mais da metade do conselho é composta por mulheres.
- Lombardia lidera em número de empresas de benefício e contribuição econômica.
Sociedades de Benefício na Itália são 5.540 ao final de 2025
As Sociedades de Benefício na Itália são 5.540 ao final de 2025, com crescimento superior a 20% em relação ao ano anterior e representando, entre as grandes empresas, 2,2% do total de sociedades registradas. É o que mostram os novos resultados da Pesquisa Nacional sobre Sociedades de Benefício 2026, realizada pela NATIVA, pelo Departamento de Pesquisa do Intesa Sanpaolo, InfoCamere, Universidade de Pádua, Câmara de Comércio de Brindisi-Taranto e Assobenefit.
As Sociedades de Benefício tem melhor desempenho econômico e geram mais emprego
Além do crescimento numérico, também aumenta o peso no emprego: em 2025, as Sociedades de Benefício empregam cerca de 241 mil pessoas, com aumento superior a 11% em relação aos 217 mil do ano anterior, confirmando a consolidação progressiva desse modelo no sistema empresarial italiano. No plano econômico, as Sociedades de Benefício geraram 69 bilhões de euros em valor de produção no ano fiscal de 2024, um aumento em relação aos 62 bilhões do ano anterior, representando 2,5% do valor total gerado por todas as sociedades registradas.
A análise de desempenho no período 2022–2024 evidencia uma dinâmica melhor das Sociedades de Benefício em relação às empresas tradicionais (comparáveis por tamanho e macrosetor), além de um impacto econômico e social mais relevante. As Sociedades de Benefício registraram crescimento de faturamento de 14,6%, contra 5,3% das não-benefício (em termos medianos). No mesmo período, o valor agregado aumentou 19,7%, frente a 12,6% das empresas tradicionais.
O custo do trabalho também cresce de forma mais acentuada: nas Sociedades de Benefício, aumentou 21,6%, contra 11,2% nas não-benefício. Em 2024, além disso, o salário por colaborador nas Sociedades de Benefício foi cerca de 3.000 euros superior ao das empresas tradicionais comparáveis (também em termos medianos). Esses dados evidenciam maior redistribuição de valor para as pessoas e suas famílias, em um contexto econômico marcado por fortes pressões inflacionárias e perda de poder de compra.
O apoio se observa não apenas no valor remunerado, mas também na geração de empregos: a proporção de Sociedades de Benefício que aumentou seu quadro de funcionários entre 2022 e 2024 é de 63%, 15 pontos percentuais a mais do que o grupo de comparação. Isso confirma a forte orientação dessas empresas para a criação de impacto positivo na comunidade.
A rentabilidade também apresenta desempenho mais favorável. No período analisado, as Sociedades de Benefício registraram crescimento do EBITDA (lucro operacional bruto) de 16,2%, superior aos 10,5% observados nas empresas não-benefício. Além disso, essas empresas se caracterizam por maior nível de investimento em alavancas estratégicas importantes, como inovação, internacionalização, sustentabilidade e energia renovável.
As SB tem conselhos mais jovens e inclusivos
A pesquisa também destaca diferenças relevantes na composição da governança. Em uma a cada quatro Sociedades de Benefício, mais da metade do conselho é formada por mulheres, enquanto, no total, 47% dessas empresas possuem ao menos uma mulher no conselho, frente a 36% nas empresas tradicionais. Também é mais comum a presença de jovens: 29,3% das Sociedades de Benefício têm pelo menos um membro do conselho com menos de 40 anos, contra 21,8% nas não-benefício. Por outro lado, conselhos compostos exclusivamente por membros com mais de 65 anos são menos frequentes: 4,9% nas Sociedades de Benefício, frente a 11% nas empresas tradicionais.
A importância da presença de jovens nas empresas pode ser observada sob diversos aspectos: entre as Sociedades de Benefício, empresas com pelo menos um membro do conselho com menos de 40 anos, em comparação com aquelas compostas exclusivamente por membros com mais de 65 anos, registram crescimento de faturamento de 17,4% (vs. +6,2%), aumento no número de colaboradores de 15,5% (vs. +10,1%) e crescimento do valor agregado de 22,5% (vs. +12,6%), sugerindo uma correlação entre renovação na governança e melhor desempenho econômico.
Quer saber mais? Baixe a pesquisa aqui (disponivel somente em Italiano)








